Pactum

Energia demandará R$ 951 bi

08 de junho de 2010

Para conseguir atender ao crescimento da demanda de energia na próxima década, o Brasil precisará do equivalente a uma nova Belo Monte a cada 16 meses, segundo projeções do Plano Decenal de Energia (PDE) 2010-2019, divulgado no começo de maio pela Empresa de Pesquisa Energética.
A matemática para chegar a esse valor é simples. O estudo foi elaborado considerando um crescimento médio do PIB de 5,1% ao ano no período e um consequente aumento da demanda por energia elétrica de também 5,1% ao ano ou o equivalente a 3,3 mil MW médios. Levando em conta que Belo Monte terá 4,5 mil MW médios, tem-se que a cada um ano e quatro meses o país precisará de um bloco de energia equivalente ao da usina do Xingu.
O PDE calcula que, para se alcançar essa meta, será necessário investir R$ 951 bilhões no segmento em 10 anos. Ou seja, trata-se de uma área bastante promissora, que, não faz muitos anos, encantou os empresários ao abrir suas portas para a iniciativa privada, e que deverá atrair ainda mais negócios. Afinal, o setor público não terá condições de responder tão rápido à demanda crescente. "O governo entende que o fornecimento de energia é fundamental para o crescimento econômico e vislumbrou a incompatibilidade da demanda com sua condição de supri-la", explica Gilson Faust, diretor da Pactum no Paraná. "Os grandes grupos empresariais estão buscando tanto alternativas de investi mento, como de autoprodução de energia", complementa.
Guillermo Antônio Grau, diretor jurídico da Pactum no Rio Grande do Sul, salienta que a busca é, em especial, pelas energias alternativas, que se subdividem em energia nuclear e energia renovável. Esta última, que inclui as energias eólica, solar e hidráulica, é o principal foco. "Existem opções para investimentos tanto na geração da energia como na adoção de inovações tecnológicas que impliquem aumento de produtividade baseado na redução do consumo de energia. Em ambos os casos, recomendam-se aquelas oportunidades legais e fiscais mais adequadas", pontua.
A opção de investimento na geração de energia de fontes renováveis, diz, está alicerçada no seu próprio conceito de usar uma fonte que não corre o risco de esgotar-se, como é o caso da baseada na
queima de combustível fóssil. "Além disso, o impacto ambiental é menor, já que não há emissão de dióxido de carbono", acrescenta. Assim, finaliza ele, o investimento nessas fontes renováveis de energia – catalizado por diversos incentivos governamentais, como a Lei de Inovação Tecnológica, o Reidi e o Reinfa –, é uma excelente aposta no futuro.
 

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