Pactum

Inovar é Preciso

11 de outubro de 2017

No Brasil temos experimentado com muita frequência a precária e superficial análise dos fatos e circunstâncias, o julgamento apressado e conclusões que subvertem a realidade em que vivemos. O ambiente político nacional é pródigo em nos dar exemplos diários de total incoerência entre o discurso e as práticas adotadas. Àqueles que percebem para onde estamos rumando carregam o fardo e a pressão de saber que pode ser uma saída para a crise mas com o derretimento das instituições.

Durante muitos anos passamos por um processo lento e gradativo de desindustrialização. Os investimentos foram ficando mais escassos e o nível de confiança caiu a margens nunca antes vistas no meio empresarial. Sabemos agora que as políticas de incentivar setores específicos serviram apenas para municiar projetos de poder e arrebentar a economia nacional. A perversidade está justamente nesse ponto: sufocando as empresas os níveis de empregos caiu drasticamente. Acabando o emprego o nível de vida das pessoas desabou e as classes sociais voltaram aos níveis anteriores e próximos da pobreza.

Talvez seja a hora de reconhecer que sem empresas não haverá empregos e nem trabalhadores, que se quisermos realmente sair da crise devemos fomentar o ambiente de negócios no país, do jeito certo, ou seja, ‘sem jeitinho’, com ética e responsabilidade, fomentando os níveis de confiança para que os investimentos sejam aplicados nos setores que fazem a economia crescer e se desenvolver. Precisamos fazer diferente se quisermos chegar a algum lugar melhor. O setor primário serve como exemplo: é pujante e o agronegócio e aqueles que utilizam a tecnologia conseguem produzir mais no mesmo espaço geográfico e bater recordes de produção. Mas queremos ser o país exportador de grãos in natura para o resto da vida? Não podemos pensar em agregar valor e industrializar essa enorme capacidade de gerar matéria-prima para que os outros países? O Japão não dispõe de recursos naturais para gerar as matérias-primas que necessita e no entanto é o segundo maior país desenvolvido do mundo com níveis de exportação altíssimos. Como consegue? Talvez o fato de ser um dos países mais inovadores do mundo possa indicar a resposta, certo?

Nesse sentido, a percepção é que o estado de Santa Catarina está no caminho certo quando se trata de ambiente de negócios saudável e com excelentes perspectivas, dado o fato de que a cultura de inovação, no estado, está em franco desenvolvimento e certamente colherá os frutos antes que os demais concorrentes. O caminho está sendo trilhado e parece ser o destino certo. Do jeito certo.

 

Artigo veiculado no jornal Diário Catarinense em 10/10/2017.

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