Altos e baixos do carnaval de um folião

O Carnaval é realmente um dos maiores espetáculos da terra. Sob o ponto de vista da gestão e da produtividade, impressiona o comprometimento e a sincronia da complexa operação de cada uma das escolas de samba, organizadas de maneira profissional, como se empresas fossem. Um grande desejo de qualquer líder empresarial é alcançar esse estágio evolutivo junto a sua equipe. Os aspectos relacionados à competição são igualmente um elemento profissionalizante e que releva o alto grau de paridade entre os competidores.

São muitas, pois, as similaridades entre a concorrência pelo posto mais alto no mercado do samba e a conquista de mercados para bens e serviços de qualquer natureza. Em todos os casos, hoje é preciso vender uma experiência de consumo, contar uma história, envolver e engajar a todos os stakeholders. Imaginemos, por um só instante, como seria o nosso país se os brasileiros se relacionassem com seus governos, empresas, escolas e bairros com o mesmo grau de devoção, energia e comprometimento.

Minha experiência concreta e objetiva neste Carnaval, contudo, deixará recordações indesejadas de desperdício de muito tempo de vida de milhares de brasileiros com enormes engarrafamentos, más condições de infraestrutura turística em pontos de alta taxa de recepção e algumas outras inadequações entre preços (e custos em geral) e contraprestações recebidas. Há um longo caminho a percorrer para que nos tornemos uma sociedade moderna, de serviços, e o desafio começa pela educação e pelo treinamento, passa pela utilização de melhores práticas e tantos outros fatores de longo prazo. Então, se é verdade que o ano no Brasil começa mesmo depois do Carnaval, agora é a hora.

Artigo veiculado no jornal Zero Hora em 20/02/2015

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